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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Construção de moinho deve viabilizar plantio de trigo em Mato Grosso

Construção de moinho deve viabilizar plantio de trigo em Mato Grosso

Publicado em 08/08/2018 08:35
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É num terreno com pouco mais de 16 mil metros quadrados que pode estar o passaporte para o avanço (ou o recomeço) da triticultura mato-grossense. Na área, localizada no distrito industrial de Cuiabá, será construído um moinho com capacidade para processar diariamente até 120 toneladas de trigo por dia. A implantação da indústria deve resolver o maior dos entraves para esta cultura no estado: a falta de compradores para o que sai do campo.
A confirmação do investimento foi feita pelo diretor comercial do Moinho Dona Hilda, empresa de Mariápolis (PR) que irá abrir uma filial por aqui. Durante reunião da Câmara Técnica do Trigo, João Antônio Sentchuk, anunciou que a previsão é de que até 2020 a indústria comece a operar. A escolha por Mato Grosso é fruto da comprovação da qualidade do trigo produzido no cerrado, bem como do potencial de expansão da triticultura nestas terras.
Confira a notícia na íntegra no site do Cenário MT
Fonte Cenário MT

Produção de trigo já é realidade em Mato Grosso

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Produção de trigo já é realidade em Mato Grosso

Porém, ainda é preciso estímulo para que agricultores queiram aderir à nova cultura
06/10/2017
O trigo em Mato Grosso é uma alternativa viável para os agricultores diversificarem a produção, rotacionarem culturas e colocar o estado entre os fornecedores de um cereal de qualidade. Na última safra, já foram cultivados 230 hectares com o cereal.
O futuro do trigo no estado foi discutido nesta quinta (05) na 4º reunião da Câmara Técnica do Trigo. O encontro reuniu pesquisadores, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e indústria tritícola.
Roseli Giachini, 2ª vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, acredita que o trigo é estratégico para Mato Grosso, já que o Brasil é importador do cereal. “É o cereal mais comercializado e consumido no mundo e Mato Grosso tem condições de produzir trigo em quantidade e qualidade”, afirma.
Para o secretário adjunto de Agricultura Familiar da Sedec, Alexandre Possebon, é preciso demanda da indústria para que haja segurança para os produtores rurais. “A pesquisa já mostrou que há variedades de trigo que produzem com qualidade em Mato Grosso. O problema de frete que temos para mandar para fora do estado é igual ao custo agregado desta farinha que vem de fora. Então, precisamos estar perto da indústria para que haja preço para estimular o produtor”, diz.
O grupo paranaense Dona Hilda já tem uma filial instalada em Várzea Grande que atualmente é um Centro de Distribuição para o trigo vindo daquele estado.
“Conhecemos a Câmara do Trigo e começamos a fazer parte do trabalho para desenvolver este projeto. Estamos com um projeto adiantado para instalação de uma indústria em Mato Grosso, já em conversação com os agricultores e acompanhando as pesquisas de viabilidade”, conta João Antônio Sentchuk, gerente comercial para o Centro Oeste e Norte do grupo tritícola.  
Segundo ele, Mato Grosso já percorreu 60% do caminho para viabilizar a indústria do trigo. “É preciso política governamental”, frisa.
O pesquisador da Embrapa Trigo, Joaquim Soares Sobrinho, mostra que há potencialidade para o trigo na região Centro Oeste e há muita demanda no país. No Brasil, o consumo é de 12 milhões de toneladas, mas apenas 5 milhões de toneladas são produzidas aqui, a grande maioria na região Sul.
O pesquisador da Empaer Hortêncio Paro, que trabalha com a cultura há três décadas no estado, ressalta que hoje há variedades adaptadas para a produção de trigo de sequeiro. A produção vem qualificando como trigo melhorador.
Para Alessandra Fernandes, analista da comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, o trigo é uma oportunidade para os produtores. “É uma alternativa para a sustentabilidade produtiva em Mato Grosso. Acreditamos na importância da cultura e, por isso, estamos acompanhando de perto e apoiamos o desenvolvimento do cultivo do cereal”, finaliza. 
Fonte: Ascom Aprosoja
Assessoria de Comunicação
Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br
   
 

Trigo de qualidade é produzido no calor de Goiás e até na Bahia

Por Globo Rural
 

00:00/11:16
Cultivo de trigo avança no calor do cerrado brasileiro
O Brasil importa mais da metade do trigo que consome e, da parte que é produzida no país, quase tudo vem do Sul. Mas isso pode mudar: o grão está conquistando também o cerrado.
O Oeste da Bahia, por exemplo, alcançou nesta safra a maior produtividade média do país: 6 toneladas de trigo por hectare. A média nacional não chega a 3 toneladas.
Na região de Luís Eduardo Magalhães, pelo menos cinco agricultores apostaram nesse cultivo como uma alternativa para a entressafra de soja. Juntos, eles já somam 3 mil hectares de plantação.
Só na fazenda de Fábio Ricardi, a lavoura de trigo saltou de 100 para 900 hectares. "Ele entrou para suceder outras culturas e evitar doenças, diminuir pragas de solo e melhorar a rotação de culturas", conta.
A cultura é irrigada e a água é cortada na hora certa, fazendo com que o cereal feche o ciclo sem umidade no grão. Assim, o trigo pode ser armazenado por mais tempo e o produtor escolhe a melhor época para vender. Com isso, chega a ganhar de 15% a 20% mais.
Além da Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e Goiás também apostaram na cultura. Em todo o cerrado, a expectativa é de colher quase 600 mil toneladas neste ano, um aumento de 70% em relação às 350 mil toneladas produzidas em 2010.
A família do produtor Egydio Bonato planta trigo em Cristalina, Goiás, há 30 anos. Ele trouxe a experiência do Rio Grande do Sul e resolveu apostar no cerrado por conta do clima que favorece o desenvolvimento do grão, com dias quentes e noites mais frias, em torno dos 11 graus. Neste ano, plantou 180 hectares de trigo e a produção foi de 1,2 mil toneladas.

Trabalho da Embrapa

A boa produção e qualidade do trigo no cerrado se devem muito ao trabalho da Embrapa. Em 40 anos de pesquisa em melhoramento genético, a instituição já desenvolveu em torno de 50 novas variedades de trigo adaptadas para a região. A busca é por alta produtividade e qualidade industrial para panificação.
"Nós buscamos trigos com alta força de glúten, alta estabilidade, principalmente. É o que vai fazer com ele produza uma farinha de boa qualidade", explica Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados.
O desafio agora é encontrar variedades de sequeiro, que não dependam de irrigação, para a região.
O produtor José Guilherme Brenner está plantando trigo de sequeiro em suas terras pela terceira vez. Esse tipo precisa de temperaturas ainda mais baixas que o irrigado. Este ano, conseguiu colher 2,8 mil quilos de trigo por hectare, um rendimento acima da média nacional.
Sua produção vai para a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). Hoje, dos 150 cooperados, 30 plantam trigo de sequeiro ou irrigado.
Esse trigo, que antes enfrentava resistência da indústria, hoje tem um dos maiores rendimentos do país: até 800g de farinha por cada quilo de grão. No mês passado, cooperativa bateu o recorde de moagem: 1,05 toneladas de farinha.
"Acho que o cerrado tem uma importância muito grande nessa autossuficiência no trigo nacional. Talvez vá tornar o Centro-Oeste um exportador de matéria-prima para os estados do Sul, e talvez que sabe até para outros países", diz Leomar Cenci, presidente da Coopa-DF.
Os brasileiros consomem 11 milhões de toneladas de trigo por ano. Assim como esse cereal, a soja também começou a ser cultivada no Sul do país e foi se adaptando ao cerrado até se tornar o grão mais cultivado do país.
Veja a reportagem completa no vídeo.
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